Televisão

Fantasia (SBT) – A História Completa, Bastidores, Curiosidades e o Onde Estão Hoje as “Meninas” que Marcaram os Anos 90

Anos 90. A televisão brasileira vivia um momento de transição: a tecnologia avançava, o público buscava novidades, e a interação entre programa e espectador começava a se expandir para além da sala de estar. Foi nesse cenário que o SBT lançou um dos formatos mais ousados e populares de sua história — o Fantasia.

Mais do que um simples programa de auditório, o Fantasia foi um fenômeno que uniu música, dança, jogos interativos por telefone e um carisma coletivo que conquistou uma geração. Ao longo de suas fases, o programa não apenas lançou talentos, como também fez parte da rotina diária de milhões de brasileiros. Quem viveu, lembra do telefone na mão, torcendo para a ligação ser atendida, e do ritmo acelerado das garotas anunciando números, letras e prêmios.

Este artigo é uma viagem completa pela trajetória do Fantasia, desde sua idealização até os dias atuais, passando por curiosidades de bastidores, fases diferentes, gafes memoráveis e, claro, o “onde estão hoje” das apresentadoras e garotas mais marcantes do elenco.


O nascimento de um fenômeno

O Fantasia nasceu de uma inspiração internacional. Nos corredores do SBT, o diretor Paulo Santoro e a equipe de produção já acompanhavam o sucesso do programa italiano Non è la RAI, exibido entre 1991 e 1995 na Itália, que reunia dezenas de jovens mulheres cantando, dançando e interagindo com o público. Silvio Santos, sempre atento a formatos que poderiam ser adaptados para o Brasil, deu carta branca para criar uma versão nacional com a cara da emissora.

A ideia era simples e ousada: unir um grande grupo de apresentadoras e assistentes, todas jovens, carismáticas e de visual vibrante, para comandar jogos por telefone, conversar com o público ao vivo, distribuir prêmios e manter um clima de festa constante na tela.


Preparação e segredo absoluto

O projeto foi desenvolvido em sigilo. As futuras apresentadoras e garotas foram convocadas para um mês intenso de ensaios, sem saber ao certo como seria o programa no ar. Tudo era guardado a sete chaves. As coreografias eram testadas, os jogos eram treinados repetidas vezes e as entradas ao vivo eram simuladas para que todas soubessem manter a energia diante das câmeras e lidar com imprevistos — algo que, como veremos, acontecia com frequência.

A estreia foi marcada para 1º de dezembro de 1997. Nos bastidores, a tensão era alta: seria um formato novo para a TV brasileira, que exigia coordenação milimétrica entre produção, tecnologia de telefonia e performance ao vivo.


A estreia e a pane histórica

O que ninguém esperava era que o sucesso fosse tão imediato. No primeiro dia, as linhas de telefone não pararam de tocar. Milhares — e depois milhões — de pessoas tentaram participar dos jogos, causando uma sobrecarga tão grande que parte da rede de telefonia da Telesp entrou em colapso. Foi um feito inédito: um programa de TV derrubar, na prática, o sistema de ligações de uma cidade.

Nos dois primeiros dias, a produção chegou a pedir, ao vivo, que o público parasse de ligar temporariamente. Rapidamente, o formato de chamadas foi alterado: o telefone 0800 gratuito deu lugar ao 0900, com cobrança por minuto, para reduzir a demanda e viabilizar tecnicamente as interações.

O resultado? O Fantasia dobrou a audiência do horário, tirando o jornal “Aqui Agora” da grade e transformando as tardes do SBT em um território de música, dança e telefone na mão.


Estrutura e clima de festa

O cenário colorido, as roupas vibrantes e a trilha sonora animada faziam parte de uma identidade visual marcante. A cada bloco, as apresentadoras se revezavam para comandar jogos como Palavras Cruzadas, Batalha Naval, Sete e Meio e Na Boca do Forno. O público participava ao vivo, tentando acertar respostas e garantir prêmios que iam de eletrodomésticos a quantias em dinheiro.

Tudo era pensado para manter o ritmo acelerado. Entre um jogo e outro, as garotas dançavam, cantavam ou interagiam entre si, criando uma sensação de proximidade com quem assistia. Para o público infantil e adolescente, o Fantasia era um convite diário para se divertir e sonhar em participar.


As fases do programa e a evolução ao longo dos anos

O Fantasia passou por diferentes fases entre 1997 e 2008, com mudanças no formato, no elenco e até no tom do programa. Apesar de todas as alterações, manteve uma essência: alegria contagiante, interatividade e um grande elenco feminino em cena.


Fase 1 – O impacto da estreia (1997–1998)

O programa começou no dia 1º de dezembro de 1997 com um elenco de cerca de 40 garotas. Era uma explosão visual: figurinos coloridos, cenário iluminado e energia no máximo. A trilha de abertura com “Abre o Coração” (canção que virou hino do programa) dava o tom.

As principais apresentadoras eram Adriana Colin, Jackeline Petkovic, Débora Rodrigues e Valéria Balbi. Cada uma tinha um perfil distinto: Adriana era mais sóbria e experiente, Jackeline tinha um carisma juvenil, Débora vinha do automobilismo e Valéria, com energia vibrante, era a “showwoman” do grupo.

Nessa fase, a audiência disparava — chegando a dois dígitos no Ibope em algumas tardes. O formato original com jogos como Palavras Cruzadas, Jogo da Velha, Na Boca do Forno e Batalha Naval foi um sucesso imediato.


Fase 2 – Renovação e ajustes (1998–1999)

Com o tempo, o elenco foi se renovando. Algumas das garotas mais carismáticas começaram a ganhar destaque e se tornaram subapresentadoras. A cada mudança, Silvio Santos testava novos rostos para ver quem conquistava mais o público.

Foi também nessa fase que o programa começou a criar bordões e quadros próprios. O “Toca o sino, minha filha!”, gritado quando alguém acertava a resposta, virou marca registrada.

Apesar de ainda ter boa audiência, o formato começou a enfrentar concorrência mais forte na TV aberta e precisou de ajustes.


Fase 3 – A era Carla Perez (1999–2000)

Um dos momentos mais comentados da história do Fantasia foi a contratação de Carla Perez, recém-saída do É o Tchan. A ideia era injetar ainda mais energia e ampliar o apelo popular.

Carla trouxe seu público fiel e o programa ganhou uma estética ainda mais musical e coreografada. Surgiram novos quadros e a presença de dançarinos masculinos, o que até então não fazia parte da fórmula.

O lado curioso? Nos bastidores, havia desafios para conciliar o ritmo acelerado de gravações com a agenda de shows de Carla. Ela participava de três a quatro programas por semana e, nas folgas, viajava para apresentações pelo Brasil.


Fase 4 – Mudanças radicais e queda de audiência (2001–2002)

No início dos anos 2000, o Fantasia já não tinha o mesmo impacto dos primeiros anos. A fórmula de jogos por telefone começava a se desgastar e a concorrência, especialmente da Record, aumentava.

A produção tentou transformar o programa em algo mais próximo de um game show misturado com programa musical. A redução no número de garotas e a inclusão de mais apresentadores fixos foi uma tentativa de modernizar.

Mas o público notou a mudança no clima: a sensação de festa permanente foi substituída por um formato mais rígido. As audiências caíram e o programa deixou a grade em 2002.


Fase 5 – O retorno de 2007

Cinco anos depois, o SBT tentou reviver o fenômeno. A nova versão do Fantasia foi lançada em janeiro de 2007 com um elenco diferente, jogos repaginados e uma tentativa de adaptar o programa à era da internet.

Agora, o público podia participar não apenas pelo telefone, mas também por SMS e pelo site. As apresentadoras dessa fase incluíam Helen Ganzarolli, Luize Altenhofen e Renata Del Bianco, todas figuras já conhecidas da TV.

Apesar do esforço, a audiência não acompanhou o investimento e o Fantasia saiu definitivamente do ar em 2008.


Curiosidades de bastidores e histórias que marcaram o Fantasia

O Fantasia não foi apenas um programa de auditório com jogos por telefone; ele também foi palco de muitas histórias engraçadas, gafes ao vivo e situações de bastidores que ajudaram a construir seu mito na TV brasileira. Aqui estão algumas das mais saborosas e comentadas.


O colapso telefônico da estreia

No dia 1º de dezembro de 1997, quando o Fantasia estreou, o Brasil ainda usava majoritariamente linhas fixas e a internet discada. A proposta de um programa interativo, em que o público ligava gratuitamente para participar de jogos, parecia genial — até que a realidade bateu.

Foram tantas ligações simultâneas que a rede da Telesp (em São Paulo) entrou em colapso, deixando milhares de pessoas sem conseguir fazer chamadas comuns durante o horário do programa. Silvio Santos, rindo da situação, decidiu mudar o formato para ligações 0900 (pagas) a partir da semana seguinte, o que ajudou a desafogar o sistema, mas não desanimou o público.


Coreografias milimetricamente ensaiadas

Embora o clima no ar fosse descontraído, por trás das câmeras havia disciplina militar. As “meninas do Fantasia” passavam horas ensaiando passos de dança, posições de câmera e marcações no palco. Uma falha de posicionamento poderia prejudicar a exibição ao vivo.

E mesmo com todo o treino, gafes aconteciam. Há registros de meninas escorregando no palco encerado, microfones caindo no meio de uma coreografia e até falas trocadas, arrancando gargalhadas das colegas e do público.


Os prêmios improváveis

Nos primeiros meses, a lista de prêmios era tão variada que parecia saída de um bazar gigante: de geladeiras e micro-ondas a patinetes, enciclopédias, bonecas e até cursos de datilografia. Silvio Santos, sempre brincalhão, adorava incluir prêmios inusitados para ver a reação dos participantes ao vivo.


A “equipe invisível” que fazia tudo acontecer

Por trás do palco, uma equipe de cerca de 50 pessoas coordenava luz, som, cenário e, principalmente, o sistema telefônico. Havia um time dedicado só a organizar as filas de chamadas e repassar as instruções para quem conseguia entrar no ar.


Gafes que viraram lenda

Uma das mais comentadas foi quando, em um jogo de soletrar palavras, uma participante ao telefone errou a letra e, na pressa, uma das apresentadoras corrigiu… mas acabou soletrando errado também, causando risos no estúdio e na produção.

Outra vez, no quadro “Batalha Naval”, uma jogadora ao telefone pediu a posição “K-14”, mas o jogo só ia até “J-10”. A apresentadora, sem saber como reagir, respondeu: “Olha… esse seu navio tá em alto-mar, minha filha!”. O improviso arrancou aplausos e se tornou bordão interno nos bastidores.


O clima de camaradagem

Apesar da competitividade natural para aparecer mais no vídeo, as meninas do Fantasia formavam um grupo unido. Muitas mantêm amizade até hoje, e algumas revelaram em entrevistas que consideravam o programa “uma grande escola” para aprender a lidar com TV ao vivo, público e improviso.


As apresentadoras principais e onde estão hoje

Adriana Colin

Foi uma das quatro apresentadoras da estreia do Fantasia (1997–1998). Formada em jornalismo e educação física, iniciou na mídia como modelo, participou de programas esportivos e foi assistente de palco no Domingão do Faustão (2002–2009). Hoje com seus 57 anos, está afastada da TV, mas atua como mestra de cerimônias e palestrante em eventos corporativos pelo Brasil . A imagem acima mostra sua presença marcante no programa, capturando o carisma que brilhou na época.


Débora Rodrigues

Outra apresentadora da fase inicial, Débora ganhou notoriedade ao surgir como militante do MST, posar para a Playboy e ser convidada para o Fantasia. Após o programa, tornou-se empresária e piloto profissional em Fórmula Truck, carreira que segue há mais de duas décadas A imagem acima traz seu rosto icônico do programa, marca registrada dos anos 90.


Jackeline Petkovic

Revelada em testes para o Fantasia aos 17 anos, Jackeline rapidamente se consolidou na TV com Bom Dia & Cia. Atuou em programas infantis, lançou discos, participou de novela e chegou a apresentar Trilha de Sexta na internet. Hoje com 44 anos, está longe da TV convencional, mas segue como atriz, cantora, empreendedora no setor de beleza e influenciadora nas redes sociais. A imagem associada destaca sua juventude marcante no programa.


Valéria Balbi

Integrante da formação original, Valéria deixou o Fantasia em 1998 para trabalhar como jornalista. Após a TV, fundou a Story Line Produções, que desenvolve conteúdo para canais como TV Cultura, GNT e TV Brasil. Atualmente aos 58 anos, vive fora da mídia e mantém perfil discreto nas redes. A imagem acima ilustra seu visual da época e o brilho que trouxe ao programa.


Amanda Françozo

Após ingressar como substituta no elenco de apresentadoras ainda em 1998, Amanda fez carreira sólida na televisão e hoje comanda o programa De Papo com Amanda Françozo na TV Aparecida. Atualmente com 45 anos, possui mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e continua em evidência no meio do entretenimento.


Tânia Mara

Estreou como dançarina no Fantasia e depois migrou com sucesso para a música, consagrando hits como Se Quiser. É ex-esposa do diretor Jayme Monjardim e pós-carreira expandiu para os Estados Unidos, mantendo-se ativa no cenário musical.


Carla Perez

Ícone dos anos 90, Carla trouxe explosão de energia ao Fantasia em 1998–1999 após sua trajetória com o É o Tchan!. Depois do programa, apresentou atração infantil na TV Aratu e segue na mídia como figura popular, artista e influenciadora, dividindo seu tempo entre Brasil e Estados Unidos.


Demais nomes que vieram do programa

Outras “Garotas Fantasia” também levam hoje carreiras consolidadas na TV e mídia, como:

  • Lívia Andrade – atualmente no Domingão com Huck

  • Ellen Rocche – atriz consagrada em novelas.

  • Fernanda Vasconcellos, Robertha Portella, Milene Uehara (Pavorô), Izabella Camargo – hoje presentes em novelas, jornalismo, programas de entretenimento e projetos digitais

Legado cultural, impacto midiático e curiosidades do Fantasia

O Fantasia não foi apenas um programa de auditório do SBT. Ele marcou a TV brasileira como um dos maiores fenômenos de entretenimento interativo dos anos 90. A fórmula parecia simples, mas era inovadora: jogos por telefone, apresentadoras jovens e carismáticas, música ao vivo e um formato que misturava game show e espetáculo musical.

Na época, o programa ajudou a consolidar o conceito de “TV participativa” no Brasil, incentivando o público a ligar e interagir em tempo real. A promessa de prêmios e a adrenalina de disputar ao vivo eram irresistíveis para muitos telespectadores. O Fantasia também lançou e consolidou carreiras — para várias “Garotas Fantasia”, o programa foi o ponto de partida para trajetórias sólidas na TV, música e até no jornalismo.

Em termos de impacto midiático, o programa tinha forte apelo publicitário. As marcas queriam estar ali: entre um jogo e outro, o cenário se transformava em vitrine para produtos, de eletrodomésticos a cosméticos.


📦 Caixa de curiosidades do Fantasia

  • Audiência Surpreendente: nas primeiras semanas, o programa registrou picos de audiência de dois dígitos, disputando de igual para igual com a Globo.

  • Seleção de Apresentadoras: os testes para entrar como “Garota Fantasia” eram concorridíssimos. Centenas de candidatas se apresentavam, e a seleção exigia boa dicção, carisma e habilidade com dança e improviso.

  • Telefone Engasgado: havia momentos em que a central telefônica ficava congestionada, e o público reclamava ao vivo por não conseguir completar a ligação.

  • Cenário Mutável: o palco tinha áreas móveis que permitiam trocar rapidamente de um quadro de jogos para um momento musical, sem cortar para intervalo.

  • Códigos e Bastidores: cada apresentadora tinha um ponto eletrônico direto com a direção, e usava sinais discretos no ar para coordenar entradas e saídas de quadros.

Bastidores e segredos de produção do Fantasia

Por trás das câmeras, o Fantasia era uma engrenagem que precisava funcionar com precisão milimétrica. Apesar de parecer um programa leve e descontraído, manter aquele clima ao vivo (ou quase ao vivo) exigia disciplina, improviso e uma equipe afinada.

Os diretores precisavam equilibrar vários fatores: ritmo de jogo, entrada de telefonemas, tempo dos comerciais e até a coreografia das apresentadoras. Cada bloco era cronometrado para que houvesse sempre uma alternância entre jogos, interação com o público e números musicais.

O estúdio era grande, mas constantemente movimentado. Enquanto uma parte do cenário recebia um jogo com tabuleiro gigante no chão, outra era preparada para a apresentação musical. Entre as “Garotas Fantasia”, havia um rodízio informal: algumas ficavam mais encarregadas de conduzir jogos, outras de apresentar merchandising e outras de dançar.


🎭 Momentos de bastidores que viraram lenda

  • O ponto eletrônico nervoso: às vezes, as meninas recebiam ordens de última hora no ponto, como “corta para o prêmio” ou “muda de jogo já”, o que exigia improviso para não parecer abrupto no vídeo.

  • As coreografias relâmpago: quando a produção recebia uma música nova do grupo Dominó ou Polegar, as apresentadoras aprendiam a dança poucas horas antes do programa.

  • Figurinos trocados em segundos: não raro, uma apresentadora saía de um bloco com vestido de paetês e voltava minutos depois com roupa esportiva, tudo feito atrás das cortinas em ritmo de pit stop.

  • Ligação surpresa: havia casos em que o telespectador escolhido não atendia, e a produção precisava rapidamente chamar outro número para não quebrar o ritmo.

As principais Garotas Fantasia: mini-bios e curiosidades

O Fantasia teve dezenas de apresentadoras e assistentes ao longo dos anos, mas algumas marcaram de forma tão intensa que até hoje são lembradas pelo público. Eram jovens carismáticas, muitas vezes iniciando a carreira na TV, e que se tornaram símbolos do programa com seu jeito espontâneo, beleza e proximidade com o telespectador.


Jackeline Petkovic

Uma das mais icônicas do Fantasia, Jackeline Petkovic conquistou o público com seu sorriso largo e carisma natural. Antes do programa, já fazia trabalhos como modelo e participava de comerciais, mas foi no SBT que seu nome ficou conhecido nacionalmente. Após o Fantasia, apresentou outros programas na TV, como o Bom Dia & Cia. Hoje, Jackeline segue envolvida com comunicação, participa de eventos e mantém presença nas redes sociais, onde compartilha memórias da carreira e momentos com a família.


Adriana Colin

Com sua postura elegante e voz marcante, Adriana Colin transmitia segurança ao vivo e se destacava na condução dos jogos mais “complicados” do programa. Após o Fantasia, continuou no SBT em outros formatos e também trabalhou como mestre de cerimônias e apresentadora em eventos corporativos. Atualmente, segue atuando como locutora, apresentadora e celebrante de casamentos, sempre lembrada como uma das musas da TV nos anos 90.


Helen Ganzarolli

Helen entrou no Fantasia bem jovem, com a simpatia e espontaneidade que mais tarde fariam dela uma figura de destaque na emissora. O programa foi o trampolim para que se tornasse modelo, apresentadora e presença constante em atrações do SBT, como Programa Silvio Santos. Até hoje está ativa na TV e mantém grande influência nas redes sociais.


Michele Rocha

Carismática e comunicativa, Michele se tornou uma das queridinhas do público. Era conhecida pela energia contagiante, sempre pronta para interagir com os telespectadores e animar os intervalos musicais. Depois do programa, seguiu carreira na TV regional e como apresentadora de eventos.


Patrícia Salvador

Discreta, mas muito competente, Patrícia conduzia jogos e interações ao vivo com leveza e profissionalismo. Após o Fantasia, continuou na televisão e se consolidou como apresentadora de outros formatos. Hoje, mantém trabalhos em comunicação e ainda é lembrada pelo público fiel do programa.


Alessandra Scatena

Embora tenha ficado mais famosa como assistente de palco de Gugu, Alessandra também participou de momentos especiais no Fantasia. Sua beleza e simpatia conquistaram o público masculino e feminino. Após a TV, seguiu carreira em eventos e projetos de comunicação.

Débora Rodrigues

Vinda do movimento MST, ganhou visibilidade ao posar para uma revista masculina. Entrou no Fantasia e conquistou o público. Após isso, migrou para o automobilismo, tornando-se piloto de Fórmula Truck por muitos anos. Também participou de reality shows e atualmente segue ligada ao mundo dos caminhões e corridas.

Adriana Colin

Com postura elegante e voz confiável, conduzia os jogos mais desafiadores ao vivo. Após o Fantasia, trabalhou por anos como assistente no Domingão do Faustão. Hoje, atua como mestre de cerimônias, apresentadora em eventos corporativos e locutora — respeitada por seu profissionalismo intacto.

Helen Ganzarolli

Iniciou no programa ainda jovem, com espontaneidade que virou marca. Conquistou espaço no SBT como modelo e presença fixa em atrações como Programa Silvio Santos. Continua ativa na televisão e com forte presença em redes sociais.

Amanda Françozo

Entrou como bailarina em 1997, passou a apresentadora em 1998 — a espontaneidade chamou atenção de Silvio Santos. Depois viajou por emissoras como Gazeta, Record e Rede Brasil. Hoje comanda programação de entrevistas na TV Aparecida e é presença garantida na mídia e nas redes.

Tânia Mara

Dançarina promovida a apresentadora, virou cantora com hits que até hoje tocam nas novelas. Foi casada com o diretor Jayme Monjardim. Divide a vida entre Brasil e Estados Unidos, mas segue atuante na música e no meio artístico.

Carla Perez

Após o auge no É o Tchan, foi contratada para dar uma nova energia ao Fantasia em 1998–99. Sua fase foi marcada por dança vibrante e forte apelo popular. Depois, apresentou programa infantil, virou ícone baiano e, atualmente, vive entre o Brasil e os EUA, com milhões de seguidores.

Lívia Andrade

Ingressou com apenas 13 anos como assistente e rapidamente se tornou figura marcante. De lá, migrou com sucesso ao Jogo dos Pontinhos e virou atriz, já tendo atuado em novelas como Carrossel. Hoje participa do Domingão com Huck e continua firme no entretenimento.

Ellen Rocche

Assistente que virou atriz, participou de várias novelas e programas de humor na TV. Ainda é presença ativa em novelas, séries e campanhas publicitárias, sempre lembrada como uma das carinhas que brilharam na era Fantasia.

Fernanda Vasconcellos

Participou ao final da fase clássica do programa e foi convidada para o Domingo Legal. Depois estudou, virou atriz e se tornou protagonista em novelas marcantes como Malhação, Páginas da Vida e A Vida da Gente — um verdadeiro salto artístico após o Fantasia.

Milene Uehara (Pavorô)

Era assistente nos dias de Carla Perez e chamou atenção com o estilo único. Trabalhou como bailarina no Programa Silvio Santos e hoje é humorista e secretária de palco do Programa do Ratinho. Um caso raro de carreira sustentada na TV.

Izabella Camargo

Começou como assistente de palco, participou de testes e conquistou espaço no jornalismo. Tornou-se apresentadora do “Tempo” na Globo e, após um afastamento por saúde, reapareceu como palestrante e influenciadora, sempre com voz e presença marcantes.

Viviane Porto, Thammy Miranda, Daiane Amêndola e outras

Cada uma dessas teve trajetória única: Viviane seguiu a carreira artística após reality show; Thammy tornou-se parlamentares e influenciador com atuação na dramaturgia; Daiane virou paquita, bailarina do Faustão e professora de dança dos famosos. Todas exibem como o programa foi trampolim para trajetórias criativas e diversas.


O Legado do Fantasia e Por Que Ele Ainda Vive na Memória Coletiva

Mesmo com o passar dos anos, Fantasia ainda é lembrado como um programa único — uma mistura de entretenimento, interatividade e oportunidade para novos talentos. Foi uma das primeiras atrações de TV aberta a usar participação por telefone em larga escala, e, para muitos jovens daquela época, ver as “Garotas Fantasia” era um momento mágico da tarde.

Os bastidores guardam histórias curiosas: desde improvisos ao vivo quando o sistema de telefone caía, até a criatividade das equipes de produção para inventar novos jogos que mantivessem a audiência grudada. Silvio Santos, com seu faro para formatos de impacto, sabia que o segredo estava na combinação de beleza, simpatia e jogos simples, mas viciantes.

Hoje, as redes sociais, os canais no YouTube e até podcasts dedicados a TV retrô mantêm viva a lembrança do Fantasia. E o mais incrível: muitos ex-integrantes ainda recebem mensagens carinhosas de fãs que assistiam religiosamente o programa, provando que seu impacto foi muito além do que a audiência medida na época poderia registrar.


Curiosidades Rápidas e Bastidores

  • A coreografia de abertura mudava conforme a estação do ano.

  • Em datas comemorativas, os figurinos eram temáticos, e algumas vezes confeccionados em menos de 48 horas.

  • Houve edições especiais com participação de artistas internacionais que nem sabiam falar português — o improviso foi hilário.

  • O programa chegou a bater recordes de ligações, recebendo centenas de milhares de chamadas em uma única tarde.

  • Muitas “Garotas Fantasia” declararam que aprenderam mais sobre improviso e presença de palco naquele estúdio do que em qualquer outro trabalho posterior.